Publicado por: Lílian. | 21 maio, 2009

Há 2 anos

Nem todas as noites eram frias. Mas eu gosto de lembrar de quando fazia frio. Depois da aula, à noite, eu ia direto pro posto em frente à Praça Cívica. Tenho a a impressão de que já era íntima do atendente, porque toda semana eu e ele cumpríamos a mesma rotina.

Entrava na loja como quem não quer nada, em direção ao freezer e já ia de encontro à minha Heineken. Era uma boa companhia. Sempre. E eu só precivasa de uma para atingir o meu objetivo. Um hábito que eu não sei quando começou, mas que durou um bom tempo até perder a simplicidade.

Porque a intenção era: depois de um dia cheio – em que eu saia de casa às seis da manhã  e só chegava às nove e tanto da noite – beber um pouco fazia meus ombros relaxarem instantaneamente. Era só isso. Eu precisava sentir esse relaxamento. E  não tinha coisa melhor. Não precisava ficar bêbada, não tinha ansiedade nenhuma envolvida do tipo “Pqp, eu preciso beber”. Era só relaxar.

Quando eu perdi o ponto dessa simplicidade, eu senti que o sentido já não era mais o mesmo e tudo perdeu a graça. Quem ler deve achar que isso é uma puta de uma futilidade, mas é que isso tava aqui martelando na minha cabeça.

A imagem de sair à noite com uma garrafa na mão, sentindo os músculos relaxarem a cada gole. Era tudo tão simples. Não deve fazer muito sentido pra você, mas pra mim faz todo o sentido do mundo. E eu sinto saudade do tempo em que era tudo simples e gostoso.

q

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: